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Trapézio de Prismas — Comércio de Máquinas e Equipamentos, Lda.

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Licença para andaimes na via pública: como pedir, quanto custa e prazos (2026)

Para montar um andaime no passeio ou na estrada precisa de uma licença de ocupação da via pública (OVP), pedida à câmara 15 a 20 dias úteis antes. Explicamos como pedir, que documentos juntar, quanto custa em Lisboa, Porto, Braga, Coimbra, Cascais, Almada e Setúbal, e quando não é preciso licença.

Publicado: 22 de setembro de 2026Última revisão: 11 de outubro de 202611 min de leitura

Em resumo: há três camadas de autorização. A obra em si (licenciada, com comunicação prévia ou isenta, mas sempre comunicada à câmara 5 dias antes). A ocupação do espaço público com o andaime, que é uma licença municipal com taxa, pedida pelo dono de obra 15 a 20 dias úteis antes; em obras de conservação, Lisboa, Almada e Cascais isentam ou reduzem a taxa. E a segurança da montagem: montadores com formação, plano de montagem ou nota de cálculo, verificação antes de usar e, nas obras maiores, plano de segurança e comunicação à ACT. Em terreno privado não há licença de ocupação, mas as regras de segurança mantêm-se.

As três autorizações que podem ser precisas

Quando alguém pergunta «que licença preciso para montar um andaime», normalmente está a pensar na licença da câmara para o pôr no passeio. Mas há três coisas distintas, e convém saber qual delas se aplica ao seu caso.

  • A obra. Pintar, rebocar, reparar um telhado ou isolar uma fachada sem alterar a estrutura é, em regra, uma obra de conservação, isenta de licença ou comunicação prévia (RJUE, artigo 6.º). Mesmo isenta, tem de ser comunicada à câmara cinco dias úteis antes do início (artigo 80.º), com identificação do empreiteiro. Obras que alteram fachadas, estrutura ou volumetria exigem comunicação prévia ou licença.
  • A ocupação do espaço público. Sempre que o andaime, o tapume, o contentor ou a grua ocupam passeio, estrada ou lugares de estacionamento, é preciso uma licença de ocupação da via pública (OVP) ao abrigo do regulamento municipal, com taxa. O regime «Licenciamento Zero» não cobre andaimes de obra; cada município tem o seu regulamento.
  • A montagem. Independentemente de onde está, um andaime só pode ser montado por pessoas com formação, sob direção de uma pessoa competente, com nota de cálculo do fabricante ou projeto próprio, e tem de ser verificado antes da utilização (Decreto-Lei 50/2005, artigos 36.º a 38.º). A empresa que monta deve ter alvará ou certificado IMPIC na 5.ª categoria, subcategoria 12 (andaimes e outras construções provisórias).

Cenários: o que muda conforme onde o andaime fica

Totalmente em terreno privado

Se o andaime fica dentro do lote (logradouro, quintal, pátio, zona industrial), não há licença de ocupação do espaço público nem taxa. Mantém-se a comunicação da obra à câmara (5 dias antes) e todas as regras de segurança e formação. Num prédio em propriedade horizontal, as obras nas partes comuns precisam de deliberação da assembleia de condóminos, e o administrador é quem assina os pedidos.

No passeio

É o caso mais comum: o andaime ocupa parte do passeio ao longo da fachada. Exige licença de OVP, corredor livre para peões de pelo menos 1,50 m (ou túnel pedonal com 2,20 a 2,50 m de altura), rede ou tela a envolver o andaime, pala de proteção sobre o passeio, iluminação noturna e a placa de obra. Em Lisboa, quando a obra é de conservação e o andaime deixa o rés-do-chão livre ou o corredor de 1,50 m, basta uma comunicação cinco dias antes, sem planta, e a ocupação é gratuita nos primeiros quatro meses.

Na estrada ou em lugares de estacionamento

Se o andaime, a plataforma de descarga ou os camiões de montagem ocupam a faixa de rodagem ou lugares de estacionamento, à licença de OVP somam-se o condicionamento de trânsito (em Lisboa, 115,90 € por troço, pedido com 10 dias úteis a um mês de antecedência), a compensação por lugar de estacionamento ao operador (em Lisboa, a EMEL cobra entre 0,80 € e 3 € por lugar e por hora, ou 2 a 8 € por dia conforme a zona) e, quando é preciso cortar a via, a presença da Polícia Municipal ou da PSP, pedida à parte.

Edifício classificado ou em centro histórico

Em imóveis classificados e nas suas zonas de proteção, qualquer obra que altere o exterior precisa de parecer prévio do Património Cultural (Lei 107/2001, artigo 51.º), e as câmaras impõem regras próprias: em Lisboa, andaimes com mais de nove meses em edifícios da Carta Municipal do Património têm de levar uma tela que reproduz a fachada. Em contrapartida, alguns municípios dão benefícios: Setúbal isenta a taxa de OVP até 60 dias no centro histórico e nas áreas de reabilitação urbana.

Andaime com publicidade

Uma tela publicitária no andaime é uma segunda licença: a licença de publicidade, com taxa própria (no Porto, 2,92 a 4,08 € por m² e por mês; em Braga, 7,65 €), válida pelo prazo da ocupação. Em Lisboa, uma tela que reproduza a fachada reduz a taxa de OVP em 50%, e uma tela com publicidade exige o licenciamento publicitário à parte.

Trabalhos curtos

Para dois ou três dias (limpeza de caleiras, substituição de um vidro, pequena reparação), a burocracia é a mesma, mas as taxas são muitas vezes nulas: Setúbal isenta ocupações de conservação até 5 dias e reduz 50% até 15; Cascais oferece os primeiros 30 dias em obras de conservação; Lisboa cobra ao mês, com quatro meses gratuitos nas conservações. Para intervenções muito curtas, compare com o aluguer de uma plataforma elevatória: uma plataforma sobre camião estacionada durante uma manhã raramente exige mais do que a comunicação de ocupação de estacionamento.

Passo a passo

  1. Defina a obra e o andaime. Peça orçamento a duas ou três empresas de andaimes com a área de fachada, a altura, o prazo e o que vai fazer em cima (a classe de carga muda o andaime). A empresa diz-lhe se é preciso projeto e trata do plano de montagem.
  2. Confirme o enquadramento da obra. Conservação isenta (comunicação 5 dias antes), comunicação prévia ou licença. Se o edifício é classificado ou está em zona de proteção, peça o parecer do Património antes de tudo.
  3. Reúna os documentos (lista abaixo). O seguro de responsabilidade civil e o termo de responsabilidade do técnico são os que mais atrasam.
  4. Submeta o pedido de OVP no balcão online da câmara (Lisboa: Loja Lisboa / Urbanismo digital; Porto: Portal do Munícipe; Coimbra e Almada: serviços online) com 15 a 20 dias úteis de antecedência. Coimbra responde em 15 dias úteis, Lisboa e Porto em 20.
  5. Peça o condicionamento de trânsito e os lugares de estacionamento, se a estrada for ocupada, e marque a presença policial quando exigida.
  6. Levante a licença e pague a taxa. Em Lisboa o prazo começa a contar no dia do levantamento e a licença caduca se não for levantada em 30 dias.
  7. Monte o andaime com a equipa certificada, afixe a placa de obra A0 (obrigatória mesmo em obras isentas), a rede e a iluminação, e guarde o registo da verificação inicial.
  8. Peça a prorrogação antes do fim do prazo se a obra atrasar; depois de expirar, a ocupação é ilegal e paga como tal.
  9. Desmonte e reponha o passeio nos 8 dias seguintes ao fim da obra (prazo de Lisboa; outros municípios têm regras semelhantes).

Documentos habituais no pedido de OVP

  • Requerimento com identificação do dono de obra e prova de legitimidade (certidão predial, contrato, ata do condomínio).
  • Planta de localização (1:1000 ou 1:2000) e planta cotada da ocupação, com área em m² e corredor de peões.
  • Memória descritiva com os elementos a instalar e o prazo.
  • Termo de responsabilidade do técnico responsável pelo andaime.
  • Apólice de seguro de responsabilidade civil com recibo de pagamento do prémio.
  • Comprovativo da licença ou comunicação da obra, ou indicação de que é obra isenta.
  • Quando há grua ou sapatas no passeio, consulta às concessionárias (água, gás, eletricidade, telecomunicações).

Quanto custa

As taxas variam muito entre municípios e são revistas todos os anos; confirme sempre a tabela em vigor. Comparámos 31 câmaras, com a fórmula de cada uma e o mesmo exemplo calculado para todas, no guia calculadora e preços da taxa de ocupação da via pública em cada câmara. Valores encontrados nas tabelas publicadas:

  • Lisboa: fórmula por metro linear de fachada × número de pisos × meses × 12,50 €, com coeficiente 0,12 a 0,20 para andaimes. Obras de conservação: gratuito nos primeiros 4 meses, depois 50%. Condicionamento de trânsito 115,90 € por troço.
  • Porto: andaime em túnel 2,13 € por m², por piso e por 7 dias; estaleiro ou tapume 3,55 € por m² e por 7 dias; grua 70,83 € por 7 dias.
  • Braga: 2,65 a 2,75 € por metro linear, por andar e por 30 dias, mais 8,15 € de pedido.
  • Coimbra: 73 € de pedido mais 0,35 € por m² e por dia.
  • Cascais: taxa fixa de 10,56 € (conservação) ou 52,80 €, mais 0,50 € por m² e por dia; em obras de conservação os primeiros 30 dias são gratuitos.
  • Almada: 0,92 a 1,33 € por metro linear, por andar e por mês; obras de conservação isentas.
  • Setúbal: 30 € de submissão mais 0,50 € por m² e por dia; conservação até 5 dias isenta, até 15 dias com 50% de desconto; centro histórico até 60 dias isento.

Exemplo: fachada de 250 m² numa rua da cidade, 30 dias

Uma fachada de 25 m por 10 m (quatro pisos), com o andaime a ocupar 25 m² de passeio durante um mês:

  • Taxa municipal: 0 € em Lisboa, Almada ou Cascais se for conservação; noutros casos cerca de 150 a 250 € em Lisboa, 280 € em Braga, 335 € em Coimbra, 405 € em Setúbal, 430 € em Cascais e 1 065 € no Porto (andaime em túnel, cobrado por m² de andaime e por piso).
  • Aluguer do andaime: 1,5 a 3 € por m² e por mês, ou seja 375 a 750 €.
  • Montagem e desmontagem: 5 a 7,5 € por m², ou seja 1 250 a 1 875 € (a base de custos CYPE aponta 7,57 €/m² para um andaime tubular de 250 m²).
  • Placa de obra, rede e iluminação: 50 a 150 €.

Total indicativo: 1 700 a 3 850 €, mais o condicionamento de trânsito, os lugares de estacionamento e a polícia se a estrada for ocupada, e o seguro de responsabilidade civil, cujo prémio depende da empresa e é cotado caso a caso. Veja os preços de aluguer de andaimes por tipo.

O que acontece sem licença

A fiscalização municipal pode embargar a obra e mandar retirar o andaime. Em Lisboa, a ocupação sem licença é punida com 7 a 9 vezes a retribuição mínima mensal para particulares e 24 a 48 vezes para empresas: num caso julgado, o proprietário pagou 6 960 € pelo andaime sem licença e mais 4 640 € pela conduta de entulho, fundidas numa coima única de 9 750 €, apesar de ter deixado o pedido a cargo do empreiteiro. Na segurança, a ACT aplica coimas por infrações muito graves que, em casos reais de andaimes sem proteções, ultrapassaram os 9 000 €. Obras sem a licença ou comunicação exigidas custam entre 500 € e 200 000 € a particulares ao abrigo do RJUE.

Onde a Trapézio de Prismas entra

Não montamos andaimes nem tratamos de licenças, mas ajudamos a decidir entre andaime e plataforma elevatória e temos os diretórios de aluguer de andaimes e de aluguer de plataformas por distrito. Para trabalhos pontuais em altura, uma plataforma JLG nova ou usada pode dispensar o andaime e a licença de ocupação: fale connosco.

Fontes e legislação

Este guia tem carácter informativo e não substitui a consulta da legislação em vigor nem aconselhamento jurídico. Em caso de dúvida, contacte a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).

Perguntas frequentes

Quem tem de pedir a licença: o dono da obra ou a empresa de andaimes?

O dono de obra é o responsável perante a câmara, mesmo que combine com o empreiteiro ou a empresa de andaimes que sejam eles a tratar do pedido. Se ninguém o fizer, a coima é aplicada ao proprietário. Combine por escrito quem submete e peça cópia da licença antes da montagem.

Qual é a multa por montar um andaime sem licença?

Depende da câmara. Em Lisboa, ocupar a via pública com um andaime sem licença é punido com coima de 7 a 9 vezes o salário mínimo nacional para particulares e de 24 a 48 vezes para empresas. Num caso julgado em 2023, o dono da obra pagou uma coima única de 9 750 € pelo andaime e pela conduta de entulho, apesar de ter deixado o pedido a cargo do empreiteiro. A câmara pode ainda embargar a obra e mandar retirar o andaime, e a ACT pode aplicar coimas próprias se faltarem proteções de segurança.

Um andaime dentro do meu quintal precisa de licença?

Não precisa de licença de ocupação do espaço público, porque não ocupa passeio nem estrada. A obra continua a ter de ser comunicada à câmara cinco dias antes, e o andaime tem de ser montado por pessoas com formação e verificado antes de ser usado.

Com quanta antecedência devo pedir?

Conte com 15 a 20 dias úteis para a decisão da câmara, mais o tempo para reunir o seguro e o termo de responsabilidade. Na prática, comece um mês antes da data de montagem; em Lisboa, obras de conservação com o rés-do-chão livre precisam apenas de comunicação cinco dias antes.

Posso montar o andaime eu próprio para poupar?

Só torres móveis de alumínio de pequena altura, seguindo o manual. Andaimes de fachada e multidirecionais exigem montadores com formação específica e verificação por pessoa competente; a câmara pede o termo de responsabilidade de um técnico e o seguro, que um particular normalmente não consegue apresentar.

Fazemos inspeções periódicas a plataformas e máquinas de trabalho

Inspeção conforme o Decreto-Lei n.º 50/2005, com relatório escrito, por técnicos com experiência em JLG e equipamentos multimarca. Peça uma proposta.