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Trapézio de Prismas — Comércio de Máquinas e Equipamentos, Lda.

Guia

Checklist da plataforma de tesoura elétrica: o que verificar antes de subir (2026)

A checklist para rever antes de subir a uma plataforma de tesoura elétrica (JLG ES, Genie GS, Haulotte Compact, Skyjack e equivalentes): os papéis e as pessoas, a volta à máquina, o teste de funções no chão e na plataforma, o piso, o que está por cima, as linhas elétricas e o vento, as regras lá em cima, o que fazer numa emergência e o fim do dia.

Publicado: 17 de outubro de 2026Última revisão: 17 de outubro de 202618 min de leitura

Em resumo: antes de subir a uma plataforma de tesoura elétrica, faça cinco verificações, por esta ordem: (1) papéis e pessoas — formação, manual na máquina, inspeção periódica em dia; (2) uma volta à máquina desligada, à procura de fugas, danos, pneus, bateria e portinhola; (3) o teste de funções a partir do chão, incluindo a paragem de emergência e a descida manual; (4) o teste de funções a partir da plataforma, incluindo o alarme de inclinação; (5) o local — piso, buracos, o que está por cima, linhas elétricas e vento. Leva 10 a 15 minutos, faz-se todos os dias e sempre que muda o operador. Se alguma coisa falhar, não suba: desligue, tire a chave, sinalize a máquina e avise o responsável.

Para que máquinas serve este guia

A tesoura elétrica é a plataforma elevatória mais usada: segundo o relatório de mercado de 2023 do IPAF, as tesouras são 48 % da frota de aluguer na Europa e 84 % delas são elétricas. São as máquinas de 6 a 16 m de altura de trabalho que se veem em armazéns, lojas, pavilhões e obras de acabamentos. Esta checklist foi escrita a partir do manual de operação e segurança da JLG (séries ES) e aplica-se, com pequenas diferenças de comandos, a:

  • JLG: ES1932 / 1930ES, ES2632, ES2646, ES3246 / 3246ES, ES4046, as estreitas ES1330L, ES1530L, ES1330M, ES1530M, ES1930M e ES2632M, e a AE1932.
  • Outras marcas: Genie GS-1932, GS-2632, GS-3246 e GS-4047; Haulotte Compact 8, Compact 10, Compact 12 e Optimum 8; Skyjack SJIII 3219 e 3226; Snorkel S3219E; e as equivalentes da Dingli, LGMG e Zoomlion.
  • Também serve, com acréscimos, para as tesouras todo-o-terreno elétricas e diesel (JLG ERT e RT, como a 4394RT; veja a secção própria no fim) e para os mastros verticais unipessoais.
  • Não chega para plataformas articuladas e telescópicas: aí o arnês é obrigatório e há verificações da lança. Veja o guia Trabalhos em altura: guarda-corpos e arnês.

Os valores concretos (carga, vento, inclinação) mudam de modelo para modelo: confirme-os sempre no manual e nos autocolantes da sua máquina. Os manuais JLG estão na nossa biblioteca de manuais.

A checklist em 30 pontos

Imprima esta lista ou guarde-a no telemóvel. Cada ponto é explicado nas secções seguintes.

1. Antes

  • Tenho formação para este tipo de plataforma e conheço este modelo
  • O manual de instruções está na caixa da plataforma
  • A última inspeção periódica está em dia (relatório ou autocolante com menos de 13 meses)
  • Há alguém no chão que sabe usar os comandos de baixo e a descida manual
  • Tenho capacete com francalete, calçado de segurança e luvas

2. Volta à máquina

  • Sem fugas de óleo nem de líquido da bateria, por baixo e à volta
  • Chassis, tesoura, cavilhas e cilindro sem fissuras, mossas ou peças soltas
  • Barras anti-buraco (proteção contra buracos) no lugar e direitas
  • Pneus sem cortes nem pedaços em falta; porcas das rodas apertadas
  • Bateria carregada; cabos sem danos; lítio sem inchaço, cheiro ou fumo
  • Nível do óleo hidráulico correto
  • Guarda-corpos firmes; porta fecha sozinha e trinca; extensão desliza e trava
  • Autocolantes de carga, vento e instruções legíveis

3. Teste no chão

  • A paragem de emergência do chão corta todas as funções
  • A plataforma sobe e desce com os comandos do chão; as barras anti-buraco descem ao subir
  • A descida manual funciona (com a plataforma a cerca de 1 m)

4. Teste na plataforma

  • O comando está bem preso; nada se mexe sem o botão de ativação
  • Andar, virar, subir e descer funcionam e param ao largar o joystick
  • A paragem de emergência da plataforma corta tudo; a buzina toca
  • Os travões seguram a máquina numa rampa
  • Com a plataforma elevada, a velocidade baixa; o alarme de inclinação funciona

5. Local

  • Piso firme e quase plano, que aguenta o peso da máquina e a carga por roda
  • Rodas a pelo menos 60 cm de buracos, degraus, cais e valas
  • Nada por cima que possa entalar: tetos, vigas, pontes rolantes, condutas
  • Pelo menos 5 m de qualquer linha elétrica aérea
  • No exterior: máquina própria para exterior e vento abaixo de 12,5 m/s (45 km/h)
  • Zona vedada a peões e veículos; percurso reconhecido antes de andar

Ao subir

  • Carga e número de pessoas dentro do limite da máquina (interior ou exterior)
  • Entrada pela porta, com a plataforma em baixo; porta fechada

No fim

  • Plataforma em baixo, chave retirada, máquina a carregar num sítio ventilado

Baseada na inspeção antes do arranque, na volta à máquina e no teste de funções do manual de operação e segurança da JLG (séries ES, edição de 2025) e na Toolbox Talk de inspeção antes da utilização do IPAF. Siga sempre o manual do seu modelo.

1. Antes de chegar à máquina: papéis e pessoas

  • Formação. A lei portuguesa só deixa conduzir equipamentos automotores a trabalhadores «devidamente habilitados» (Decreto-Lei 50/2005, artigo 32.º). Não existe carta oficial; na prática pede-se um curso de operador de plataformas, como o cartão PAL do IPAF na categoria 3a (tesouras). O guia Carta de empilhador e de plataformas elevatórias explica as opções.
  • Familiarização com o modelo. Ter formação não chega: antes de usar um modelo novo, alguém tem de lhe mostrar onde estão a paragem de emergência, os comandos do chão, a descida manual, o seletor interior/exterior e as limitações da máquina. É o que a norma ISO 18893 e o IPAF chamam «familiarização».
  • Manual na máquina. O manual de operação e segurança tem de estar na caixa estanque da plataforma, e o número de série do manual deve corresponder ao da chapa da máquina. Se faltar, peça-o ou consulte a biblioteca de manuais JLG.
  • Inspeção periódica em dia. A JLG exige uma inspeção anual, no máximo 13 meses depois da anterior, e outra a cada 3 meses ou 150 horas. Quando a máquina trabalha fora da empresa, tem de levar uma cópia do relatório da última verificação (Decreto-Lei 50/2005, artigo 7.º, n.º 3). Se não há prova de inspeção ou está fora de prazo, o IPAF é claro: não use a plataforma. Veja o guia Inspeções obrigatórias de plataformas elevatórias.
  • Alguém no chão. Nunca trabalhe sozinho em altura sem que alguém no chão saiba usar os comandos de baixo e a descida manual. Se ficar preso lá em cima, é essa pessoa que o tira de lá.
  • Equipamento de proteção. O mínimo recomendado pelo IPAF: capacete com francalete, calçado de segurança, luvas e proteção dos olhos.

2. Volta à máquina, com a máquina desligada

Comece num canto e dê a volta completa, sem esquecer a parte de baixo do chassis. Em todos os pontos procura o mesmo: peças soltas ou em falta, fugas, danos e desgaste fora do normal.

O que ver em cada ponto da volta à máquina
PontoO que procurar
Chão por baixo da máquinaManchas de óleo hidráulico ou de líquido da bateria. Uma mancha nova é sinal de fuga: não suba.
Chassis e escada de acessoMossas, fissuras nas soldaduras, degraus partidos, tampas laterais que não fecham.
Barras anti-buracoNo lugar, direitas e sem desgaste. São as barras que descem dos lados quando a plataforma sobe e evitam que a máquina tombe num buraco.
Rodas e pneusCortes, pedaços de borracha em falta, objetos espetados, porcas soltas. Mangueiras dos travões sem fugas.
Compartimento da bateriaBaterias de chumbo: cabos e terminais sem corrosão, nível do eletrólito acima das placas. Baterias de lítio: qualquer inchaço, descoloração, mossa, fumo ou cheiro estranho põe a máquina fora de serviço.
Bomba, motor e válvulas hidráulicasFugas, mangueiras ou fios soltos, fios cortados ou esmagados.
Óleo hidráulicoNível correto no depósito, com a plataforma recolhida.
Tesoura, cavilhas e cilindro de elevaçãoCavilhas no lugar e travadas, patins de deslize presentes, cilindro sem fugas nem riscos. A escora de segurança (barra de manutenção) arrumada no seu suporte.
Manípulo de descida manualPresente, acessível e com o autocolante de instruções legível. Normalmente fica atrás, junto à escada ou ao carregador.
Plataforma e guarda-corposGuarda-corpos firmes, sem barras dobradas ou soltas. A porta fecha sozinha e trinca. A extensão da plataforma desliza e trava. Os pinos dos guarda-corpos rebatíveis estão colocados.
Comando da plataformaBem preso no lugar, botões e joystick voltam ao centro, paragem de emergência inteira.
Autocolantes e chapasCarga máxima, número de pessoas, vento admissível, carga por roda e instruções legíveis. Piso da plataforma limpo de óleo, lama ou tinta.
Pontos da volta à máquina (walk-around) dos manuais JLG ES1932 e ES2632/ES3246, edição de 2025, secção 2.4.

3. Teste de funções a partir do chão, sem ninguém na plataforma

Faça os testes num sítio sem obstáculos por cima nem à volta.

  1. Comandos do chão. Rode a chave para o comando do chão e suba a plataforma cerca de 1 metro. Desça-a.
  2. Paragem de emergência. Carregue no botão vermelho do chão: todas as funções têm de parar. Rearme-o.
  3. Barras anti-buraco. Com a plataforma a subir, confirme que as barras descem por completo dos dois lados. Se não descerem, a máquina não deixa andar elevada, ou pior, deixa sem proteção.
  4. Descida manual. Com a plataforma a cerca de 1 metro, puxe devagar o manípulo de descida manual: a plataforma tem de descer. Largue-o para parar. É por aqui que se desce alguém se a máquina avariar ou ficar sem bateria em altura; mantenha mãos e braços fora da tesoura.
  5. Alarme de descida. Nas máquinas com marcação CE, a descida para alguns segundos a cerca de 1,4 a 1,9 m de altura (conforme o modelo) e volta a descer com um aviso sonoro, para evitar esmagar pés de quem está perto.

4. Teste de funções a partir da plataforma

Suba pela escada com a plataforma em baixo, feche a porta e passe a chave para o comando da plataforma.

  1. Comando fixo. O comando está bem preso no seu lugar e as proteções dos botões estão colocadas.
  2. Botão de ativação. Nada se mexe sem carregar no gatilho ou botão de ativação do joystick. Na JLG, tem 5 segundos depois de o carregar para iniciar o movimento.
  3. Movimentos. Ande para a frente e para trás, vire para os dois lados, suba e desça. Tudo tem de parar logo que larga o joystick.
  4. Buzina e paragem de emergência. A buzina toca; a paragem de emergência da plataforma corta todas as funções.
  5. Travões. Com a plataforma em baixo, suba uma rampa (dentro da inclinação que a máquina vence) e pare: a máquina tem de ficar imóvel.
  6. Velocidade reduzida em elevação. Num piso liso e nivelado, suba a plataforma acima de 1,4 a 1,7 m (conforme o modelo) e ande: a velocidade tem de cair para cerca de 0,8 km/h, contra 4,8 km/h com a plataforma em baixo.
  7. Alarme de inclinação. Se a máquina tiver luz ou alarme de inclinação, confirme que funciona. Quando dispara com a plataforma elevada, a máquina bloqueia a subida e a marcha: só pode descer.
  8. Seletor interior/exterior. Nas máquinas que o têm, escolha o modo certo antes de subir. Nas máquinas CE só se muda com a plataforma recolhida.

Se alguma verificação falhar: pare, desligue a máquina, retire a chave, carregue na paragem de emergência, ponha um aviso e comunique a avaria ao responsável. Comunicar avarias é um dever do trabalhador (Lei 102/2009, artigo 17.º), e uma máquina com defeito não volta a trabalhar antes de ser reparada.

5. O local de trabalho

Os três acidentes mais graves com tesouras são tombar, ficar entalado contra o que está por cima e o contacto com linhas elétricas. Quase todos se previnem a olhar para o local antes de subir.

O piso

  • Firme e quase plano. As tesouras foram feitas para trabalhar em piso nivelado. O alarme de inclinação dispara com poucos graus de inclinação lateral (1,5 a 4,5° nas JLG ES, conforme o modelo e a altura): 1,5° são 2,6 cm de desnível por metro. Com a plataforma em baixo, as JLG ES sobem rampas de até 25 % (14°) e andam em pisos com 5° de inclinação lateral.
  • Capaz de aguentar o peso. Uma tesoura de 8 m pesa cerca de 1 600 kg e uma de 12 m cerca de 2 600 kg, concentrados em quatro rodas pequenas: a carga por roda chega a 700 a 1 050 kg e está num autocolante junto a cada roda. Desconfie de pavimentos técnicos e pisos falsos, tampas de caixas de visita e de esgoto, lajes de garagem, monta-cargas, terra ou relva depois de chover.
  • Sem buracos nem degraus por perto. Mantenha as rodas a pelo menos 60 cm de buracos, degraus, cais de carga, valas e bordos de laje. Retire o lixo e as tábuas do caminho.

O que está por cima e à volta

  • Risco de entalamento. Antes de subir, olhe para cima: tetos, vigas, condutas, sprinklers, calhas de iluminação, pontes rolantes, ramos. Ao subir perto de uma viga, a cabeça e as mãos ficam entre a plataforma e o obstáculo. Suba devagar nos últimos metros e confirme a folga por cima, ao lado e por baixo da plataforma.
  • Pontes rolantes. Se houver uma ponte rolante no pavilhão, combine com quem a opera e, se possível, desligue-a e bloqueie-a.
  • Pessoas e veículos. Vede a zona com cones ou fita, mantenha os peões a pelo menos 1,8 m da máquina e nunca trabalhe por cima de pessoas. Em armazéns, combine com os empilhadores. Se não vê bem para onde vai, peça a alguém que o guie.
  • Percurso. Antes de andar com a plataforma elevada, reconheça o caminho: buracos, desníveis, tampas e obstáculos por cima.

Linhas elétricas

A máquina não é isolada. A E-REDES pede, no mínimo, 5 metros de distância entre as linhas e qualquer plataforma elevatória, e o manual da JLG indica 3 m até 50 kV, 5 m até 200 kV e mais acima disso. Conte com o balanço dos cabos com o vento e trate qualquer linha como se estivesse em tensão. Se precisar de trabalhar mais perto, a E-REDES tem de desligar ou proteger a linha: a linha de riscos elétricos é o 800 506 506 (gratuita, 24 horas).

Vento e tempo

  • Máquinas só de interior. Uma tesoura com «0 m/s» na chapa, como a JLG ES1932i, nunca pode ser usada no exterior, mesmo num dia sem vento. Atenção também a pavilhões abertos e edifícios em obra, onde pode haver vento lá dentro.
  • Máquinas de exterior. O limite habitual é 12,5 m/s medido na plataforma, cerca de 45 km/h. Corresponde a força 6 na escala de Beaufort: ramos grandes a mexer, fios a assobiar, guarda-chuva difícil de segurar. Lá em cima o vento é mais forte do que no chão, e entre edifícios acelera. Com um anemómetro de bolso tira as dúvidas.
  • Menos carga no exterior. Em muitas tesouras, o modo exterior baixa o número de pessoas e a carga (por exemplo, 2 pessoas no interior e 1 no exterior nas JLG ES1932, ES2632 e ES3246).
  • Nada que faça vela. Não prenda faixas, placas ou painéis grandes aos guarda-corpos.
  • Trovoada e chuva. Com trovoada, desça e desligue. A lei proíbe trabalhos em altura quando as condições meteorológicas comprometem a segurança (Decreto-Lei 50/2005, artigo 36.º, n.º 8). Com chuva ou gelo, conte com piso escorregadio na plataforma e no chão.
Limites de algumas tesouras elétricas JLG (confirme sempre na sua máquina)
ModeloAltura da plataformaCarga máxima (pessoas): interior / exteriorAlarme de inclinação lateral, à altura máximaCarga máxima por roda
JLG ES19325,8 m230 kg (2) / 230 kg (1)1,75° interior; 1,5° exterior699 kg
JLG ES1932i (só interior)5,8 m230 kg (1) / não pode ser usada no exterior2,75°620 kg
JLG ES26327,77 m interior; 6,40 m exterior230 kg (2) / 125 kg (1)1,5°832 kg
JLG ES32469,75 m320 kg (2) / 230 kg (1)2,5° interior; 1,5° exterior1 052 kg
Valores dos manuais de operação e segurança JLG 3122314700 e 3122315000 (2025). Vento máximo: 12,5 m/s no exterior; 0 m/s nas máquinas só de interior. Extensão da plataforma: máximo 120 kg. A inclinação admissível é maior a meia altura e menor no topo. A altura de trabalho é a altura da plataforma mais cerca de 2 m.

6. Lá em cima: regras enquanto trabalha

  • Entrar e sair só pela porta, com a plataforma completamente em baixo, de frente para a máquina e com três pontos de apoio. Nunca suba nem desça pela tesoura e nunca passe para um telhado ou andaime a partir da plataforma elevada.
  • Porta fechada durante todo o trabalho.
  • Respeite a carga e o número de pessoas do modo em que está (interior ou exterior), contando pessoas, ferramentas e material. A extensão da plataforma tem um limite próprio, normalmente 120 kg. Se o alarme de sobrecarga tocar, a máquina não sobe mais: tire peso.
  • Os pés ficam no piso da plataforma. Nada de escadotes, baldes, caixas ou tábuas para ganhar altura, e nunca se sente ou ponha de pé nos guarda-corpos. Se não chega, desça e reposicione a máquina ou use uma máquina mais alta.
  • Não se debruce para fora dos guarda-corpos nem empurre ou puxe com força paredes, tubos ou peças. A força lateral admitida é baixa (200 N, cerca de 20 kg, no exterior; 400 N no interior). A plataforma não é uma grua.
  • Material dentro da plataforma, nunca pendurado nos guarda-corpos. Ferramentas elétricas arrumadas, nunca penduradas pelo cabo.
  • Arnês. Numa tesoura, o guarda-corpos é a proteção principal e o IPAF considera que o arnês não é normalmente necessário, porque não há efeito de catapulta. Mas siga o manual da sua máquina e a avaliação de riscos da obra: o manual da JLG recomenda arnês com linha de retenção presa aos pontos de amarração da plataforma, e na Europa só como sistema de retenção (que impede de chegar ao bordo), nunca para travar uma queda. Nunca se prenda a uma estrutura fora da plataforma.
  • Andar com a plataforma elevada só em piso firme, liso e nivelado, devagar, a olhar na direção da marcha e para cima. Nunca em rampas ou perto de bordos.
  • Telemóvel ou rádio: pare a máquina antes de os usar.
  • Roupa e cabelo. Nada de roupa larga, fios ou cabelo comprido solto perto da tesoura.
  • A plataforma pode baixar um pouco sozinha com a variação de temperatura do óleo hidráulico. Não é avaria, mas conte com isso se estiver a trabalhar junto a uma peça.

7. Se alguma coisa correr mal

  • A máquina avaria ou fica sem bateria em altura: quem está no chão desce a plataforma com os comandos do chão. Se não houver energia, usa a descida manual (o manípulo puxado devagar desce a plataforma; largá-lo para).
  • A plataforma fica presa numa viga ou no teto: pare todas as funções. Se houver alguém entalado ou ferido, ligue 112. A JLG manda retirar primeiro as pessoas e só depois libertar a máquina, a partir dos comandos do chão. Não force a subida nem a descida a partir da plataforma.
  • Contacto com uma linha elétrica: quem está na plataforma fica lá e não toca em nada. Ninguém se aproxima da máquina. Ligue 112 e a E-REDES (800 506 506) e espere que a linha seja desligada.
  • A máquina tomba ou fica inclinada: não tente endireitá-la sozinho; estabilize-a com meios adequados e retire as pessoas.
  • A bateria de lítio deita fumo: afaste toda a gente e use um extintor de classe D. Nunca água.
  • Depois de qualquer incidente, mesmo sem danos visíveis, a máquina para até ser verificada por uma pessoa competente (Decreto-Lei 50/2005, artigo 6.º, n.º 3). Avise o dono da máquina ou a empresa de aluguer.

O plano de resgate (quem desce a plataforma, onde está o manípulo, a quem se liga) deve estar combinado antes de começar o trabalho: os equipamentos que elevam pessoas têm de permitir a sua evacuação em segurança (Decreto-Lei 50/2005, artigo 29.º).

8. No fim do dia

  1. Desça a plataforma por completo e estacione num sítio nivelado, protegido e ventilado.
  2. Rode a chave para desligado e retire-a. Carregue na paragem de emergência do chão, para a bateria não descarregar durante a noite.
  3. Ponha a carregar com o carregador da máquina, numa tomada com terra, sem extensões danificadas, longe de chamas e sem fumar: as baterias de chumbo libertam hidrogénio ao carregar.
  4. Baterias de chumbo: carregue todos os dias em que a máquina trabalha e não as deixe descer abaixo de 20 %. Atesto com água destilada só depois de carregar. Baterias de lítio: só o carregador original, sem descer abaixo de 10 %, e no frio deixe-as ligadas durante a noite.
  5. Se a máquina vai ficar parada muitos dias, calce pelo menos duas rodas. Em ambientes com pó ou tinta, tape os comandos.
  6. Registe a verificação do dia e qualquer anomalia, numa folha ou na aplicação ePAL do IPAF. É também o que mostra, em caso de inspeção, que a verificação foi feita.

Tesouras todo-o-terreno e diesel: o que acrescentar

As tesouras todo-o-terreno (JLG ERT elétricas e RT diesel, Genie GS RT, Haulotte Compact DX e equivalentes) seguem a mesma checklist e juntam:

  • Motor (diesel): combustível, nível do óleo do motor, líquido de arrefecimento, filtro de ar e escape. Nunca trabalhe com um motor diesel em espaços fechados sem ventilação.
  • Estabilizadores ou macacos de nivelamento: sem fugas, a descer e a subir, e usados como o manual indica.
  • Eixo oscilante: no lugar e sem fugas; o bloqueio é testado de 3 em 3 meses pelo técnico.
  • Batentes e roletes da extensão da plataforma.
  • Limites diferentes: levam até 4 pessoas e 454 a 681 kg, mas o alarme de inclinação lateral dispara a 2,5 a 4°, conforme a carga, e no exterior o número de pessoas baixa. Confirme no manual do modelo.

A verificação diária não substitui a inspeção nem a manutenção

Esta checklist é a parte do operador. A máquina precisa também da manutenção preventiva do fabricante (a cada 3 meses ou 150 horas) e da verificação periódica por pessoa competente, no máximo de 13 em 13 meses, com relatório escrito. Segundo o IPAF, em 2024 houve 6 mortes e 2 feridos graves em todo o mundo ligados a falhas mecânicas ou técnicas, o que levou a campanha de 2026 do IPAF a centrar-se nas inspeções.

Onde a Trapézio de Prismas entra

Somos representantes JLG em Portugal: vendemos plataformas de tesoura JLG e máquinas usadas, fazemos a manutenção e as inspeções periódicas obrigatórias de plataformas de qualquer marca, e temos os manuais JLG disponíveis para consulta. Se a sua máquina não tem a inspeção em dia ou falhou algum ponto desta checklist, peça-nos uma inspeção ou reparação.

Fontes e legislação

Este guia tem carácter informativo e não substitui a consulta da legislação em vigor nem aconselhamento jurídico. Em caso de dúvida, contacte a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).

Perguntas frequentes

Quem tem de fazer a verificação diária de uma plataforma de tesoura?

O operador que vai usar a máquina, antes de a usar cada dia e sempre que muda o operador, segundo o manual da JLG. O empregador tem de garantir que o operador tem formação, conhece o modelo e tem o manual, e que a máquina tem a manutenção e a inspeção periódica em dia.

Quanto tempo demora a verificação antes de usar a plataforma?

Cerca de 10 a 15 minutos: 5 para a volta à máquina, 5 para o teste de funções e alguns minutos para olhar para o local. É menos do que demora a desbloquear uma plataforma avariada em altura.

É obrigatório usar arnês numa plataforma de tesoura?

Normalmente não: o guarda-corpos é a proteção principal e o IPAF considera que o arnês não é normalmente necessário em tesouras. Mas siga o manual da máquina e a avaliação de riscos da obra. Se usar arnês, prenda-o só aos pontos de amarração da plataforma e como sistema de retenção, nunca a uma estrutura de fora. Nas plataformas articuladas e telescópicas, o arnês é obrigatório.

Com que vento tenho de parar de trabalhar numa tesoura?

Nas tesouras próprias para exterior, o limite habitual é 12,5 m/s medido na plataforma, cerca de 45 km/h, ou força 6 na escala de Beaufort (ramos grandes a mexer, fios a assobiar). As máquinas com 0 m/s na chapa são só de interior e nunca podem trabalhar no exterior.

Posso andar com a plataforma de tesoura levantada?

Sim, as tesouras elétricas foram feitas para isso, mas só em piso firme, liso e nivelado. Acima de cerca de 1,5 m a máquina baixa a velocidade para cerca de 0,8 km/h, e se o alarme de inclinação disparar bloqueia a marcha e a subida. Nunca ande elevado em rampas, perto de buracos ou de bordos.

O que faço se a plataforma não descer?

Quem está no chão tenta descê-la com os comandos do chão. Se não houver energia, usa a descida manual: um manípulo, normalmente atrás junto à escada ou ao carregador, que puxado devagar faz descer a plataforma por gravidade. Por isso é preciso alguém no chão que saiba onde ele está.

A que distância das linhas elétricas tenho de ficar?

A E-REDES pede, no mínimo, 5 metros entre as linhas e qualquer plataforma elevatória. O manual da JLG indica 3 m até 50 kV e 5 m até 200 kV. A máquina não é isolada: trate qualquer linha como estando em tensão e, para trabalhar mais perto, peça à E-REDES que a desligue (800 506 506).

A verificação diária substitui a inspeção periódica?

Não. A verificação diária é feita pelo operador; a inspeção periódica é feita por uma pessoa competente, com relatório escrito, no máximo de 13 em 13 meses segundo a JLG, e o relatório (ou uma cópia) tem de acompanhar a máquina quando trabalha fora da empresa.

Fazemos inspeções periódicas a plataformas e máquinas de trabalho

Inspeção conforme o Decreto-Lei n.º 50/2005, com relatório escrito, por técnicos com experiência em JLG e equipamentos multimarca. Peça uma proposta.