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Trapézio de Prismas — Comércio de Máquinas e Equipamentos, Lda.

Guia

Como financiar a compra de uma plataforma elevatória: leasing, crédito, renting ou pronto pagamento (2026)

Leasing, crédito bancário, renting, financiamento do fabricante, pronto pagamento ou continuar a alugar: comparamos o que sai no primeiro dia, a renda, o Imposto do Selo, o IVA e o custo total em 5 anos de uma JLG 450AJ, as taxas que os bancos praticam em 2026, os impostos e os apoios, e a partir de quantos dias por ano compensa comprar.

Publicado: 16 de outubro de 2026Última revisão: 16 de outubro de 202620 min de leitura

Em resumo: há seis formas de pagar uma plataforma elevatória: a pronto, com crédito bancário, em leasing (locação financeira), em renting, com o financiamento do fabricante ou, simplesmente, continuando a alugar. Para uma empresa com IVA, o leasing é quase sempre a forma mais leve de comprar: não paga Imposto do Selo, o IVA é pago renda a renda em vez de logo no início e a máquina serve de garantia. Numa JLG 450AJ nova (articulada diesel de 16 m, cerca de 65 000 € + IVA), o leasing a 5 anos dá uma renda de cerca de 1 035 € + IVA por mês e precisa de cerca de 12 300 € no primeiro dia, contra cerca de 25 600 € com crédito bancário e 79 950 € a pronto. Mas a pergunta anterior é se compensa comprar: uma tesoura elétrica de 8 m paga-se a partir de cerca de 60 dias de trabalho por ano; uma articulada de 16 m nova só a partir de 120 dias, ou de quase o ano inteiro em aluguer mensal.

As seis opções lado a lado

A forma de pagar muda quatro coisas: quanto dinheiro sai no primeiro dia, quem é dono da máquina, que impostos se pagam pelo caminho e como a empresa aparece aos olhos do banco no ano seguinte. A tabela resume as diferenças; as secções seguintes explicam cada uma.

Formas de pagar uma plataforma elevatória em Portugal
OpçãoDono da máquinaNo primeiro diaIVA e Imposto do SeloFaz sentido para
Pronto pagamentoA empresa, logoPreço + 23 % de IVAIVA todo de uma vez (recupera-se na declaração); sem seloQuem tem tesouraria folgada e a máquina trabalha muito
Crédito bancárioA empresa, logoEntrada + IVA total + comissõesIVA todo de uma vez; selo de 0,6 % do capital e 4 % dos jurosMáquinas usadas ou importadas, várias máquinas
Leasing (locação financeira)O banco; no fim a empresa, pelo valor residualPrimeira renda (0–20 %) + IVA delaIVA diluído pelas rendas; sem seloA maioria das compras de máquinas novas
Renting (aluguer operacional)A financeira; no fim devolve-sePrimeira renda, por vezes cauçãoIVA em cada renda; sem seloCusto mensal fixo, com manutenção e sem risco de revenda
Financiamento do fabricanteConforme o produto (é leasing, crédito ou renting)Conforme a campanhaConforme o produtoCampanhas com taxa melhor que a do banco
Continuar a alugarA empresa de aluguerPrimeira fatura + cauçãoIVA em cada fatura; sem seloMenos de 60–120 dias por ano, conforme a máquina
Imposto do Selo segundo a Tabela Geral do Imposto do Selo, verbas 17.1 e 17.3; o leasing não paga porque as rendas estão sujeitas a IVA (Código do Imposto do Selo, artigo 1.º, n.º 2). Para empresas que não deduzem IVA, o IVA é custo em qualquer opção.

Leasing (locação financeira): a forma habitual de comprar máquinas

No leasing, o banco (a locadora) compra a plataforma que a empresa escolheu ao vendedor que a empresa escolheu, e cede-lha em troca de rendas. No fim do contrato a empresa pode comprá-la pelo valor residual, normalmente entre 1 € e 6 % do preço. O regime está no Decreto-Lei 149/95: durante o contrato a máquina é do banco, mas o seguro, a manutenção, as reparações e o risco de avaria ou roubo são da empresa (artigos 10.º, 14.º e 15.º). Se a máquina tiver defeitos, reclama-se ao vendedor e não ao banco (artigos 12.º e 13.º).

Porque é a opção mais usada para equipamento:

  • Não paga Imposto do Selo. Nem sobre o capital nem sobre os juros, porque as rendas pagam IVA e o Código do Imposto do Selo exclui as operações sujeitas a IVA. Num crédito de 55 000 € a 5 anos, isso poupa cerca de 650 €.
  • O IVA é diluído. Em vez de pagar 23 % do preço no dia da compra, paga-se IVA sobre cada renda (capital e juros) e sobre o valor residual, e deduz-se na declaração periódica. Numa máquina de 65 000 € são 14 950 € de IVA que não saem da tesouraria no primeiro mês.
  • A máquina é a garantia. Como o banco é dono, aprova com mais facilidade e pode financiar até 100 %. Mesmo assim, quase todos pedem livrança subscrita pela empresa e avalizada pelos sócios (alguns bancos pedem também o aval dos cônjuges).
  • Fiscalmente é como se fosse sua. A empresa deprecia a máquina e deduz os juros como gasto, tal como se a tivesse comprado com crédito (Decreto Regulamentar 25/2009, artigo 13.º).

O que convém saber antes de assinar:

  • Não pode vender a máquina sem acordo do banco até exercer a opção de compra. Pode, no entanto, ceder o contrato a outra empresa, e o banco só se opõe se o novo locatário não der garantias suficientes (artigo 11.º).
  • O seguro da máquina é obrigatório e o banco é o beneficiário. Veja o que cobrir no guia Seguros para máquinas e equipamentos de obra.
  • Sair mais cedo custa. Na Caixa Geral de Depósitos, a amortização antecipada custa 3 % do capital amortizado mais uma compensação por «quebra de funding» quando a taxa do contrato está acima da do mercado, com 30 dias de pré-aviso. Peça este custo por escrito.
  • O valor residual é negociável. Um valor residual alto (10 a 25 %) baixa a renda mas deixa um pagamento grande no fim; 1 € a 2 % é o mais comum.
Condições de leasing de equipamento publicadas pelos bancos (outubro de 2026)
BancoPrazoEntradaValor residualNotas
Caixa Geral de Depósitos12–60 mesesAté 100 % financiado1 € a 6 %Equipamento novo ou usado; livrança avalizada; seguro obrigatório
Millennium bcp12–60 mesesFlexível (exemplo com 20 %)1 € a 6 %Inclui máquinas pesadas de construção; aval dos sócios e cônjuges
Santander1–7 anos0–60 %Até 10 %Seguro do equipamento e de responsabilidade civil obrigatórios
BPIConforme a vida útil do bemPode ser 0 %Obrigatório (exemplo com 2 %)Sem montante mínimo; períodos de carência possíveis
Crédito AgrícolaA partir de 12 mesesExemplo com 20 %1 € a 15 %Rendas mensais ou trimestrais
Novo Banco6–60 meses—5 € a 25 %—
Banco Montepio12–60 meses (até 96 no preçário)Até 100 %Até 6 %Confirme o prazo máximo com o banco
Condições gerais publicadas nas páginas de leasing de equipamento de cada banco, consultadas em outubro de 2026. O prazo máximo legal é a vida económica do bem (Decreto-Lei 149/95, artigo 6.º). Também fazem leasing de equipamento a Abanca, a Bankinter, o BBVA, a BNP Paribas Leasing Solutions, a DLL (De Lage Landen), a Deutsche Leasing e a Montepio Crédito.

Crédito bancário: é logo seu, mas paga Imposto do Selo e o IVA à cabeça

Com um empréstimo de médio e longo prazo, a empresa compra a máquina em seu nome e fica a dever ao banco. A vantagem é a liberdade: a plataforma é sua desde o primeiro dia, pode vendê-la, trocá-la ou dá-la como garantia sem pedir autorização, e o mesmo empréstimo pode financiar várias máquinas, uma usada comprada a um particular ou uma importada de Espanha. O custo é maior do que parece pela taxa de juro:

Imposto do Selo num crédito bancário para equipamento
O que pagaTaxaExemplo: 55 250 € a 5 anos a 5,45 %
Utilização do capital, prazo inferior a 1 ano0,04 % por mês—
Utilização do capital, 1 a 5 anos0,5 %—
Utilização do capital, 5 anos ou mais0,6 %332 €, cobrados no dia do crédito
Juros4 % de cada juro pago≈ 320 € ao longo do contrato
Comissões bancárias4 % de cada comissão≈ 22 € numa comissão de abertura de 552 €
Tabela Geral do Imposto do Selo, verbas 17.1.1 a 17.1.3, 17.3.1 e 17.3.4. Um prazo de exatamente 60 meses já conta como «5 anos ou mais». O Orçamento do Estado para 2026 não alterou estas taxas.

O IVA da máquina é pago ao vendedor no dia da compra e só volta à empresa através da declaração periódica de IVA: se o IVA a deduzir for maior do que o IVA a entregar, o crédito pode ser reembolsado a partir de 3 000 €, e a Autoridade Tributária tem até ao fim do segundo mês seguinte ao pedido para pagar (ou 30 dias no regime de reembolso mensal). Na prática, numa compra de 65 000 € a empresa adianta 14 950 € de IVA durante um a três meses. Alguns bancos financiam esse IVA com uma linha de curto prazo à parte, que tem o seu próprio custo.

Garantias: livrança avalizada pelos sócios é o mínimo; para montantes maiores podem pedir penhor da máquina ou hipoteca. Peça sempre a TAE e o plano de pagamentos com todos os encargos incluídos.

Renting: uma renda fixa com manutenção e sem ficar com a máquina

No renting (aluguer operacional de longa duração), a financeira compra a máquina e aluga-a por 3 a 5 anos com uma renda que pode incluir manutenção, seguro e substituição em caso de avaria. Não há opção de compra: no fim devolve-se a máquina ou prolonga-se o contrato. A renda é mais baixa do que no leasing porque só paga a parte da vida da máquina que a empresa usa, mas a financeira cobra o risco de revenda e os serviços que inclui.

  • Fiscalmente, a renda é gasto da empresa e o IVA deduz-se em cada renda. A regra que limita a dedução das rendas só se aplica a automóveis, não a máquinas.
  • Contabilisticamente, no SNC fica fora do balanço, o que melhora a autonomia financeira que os bancos e os concursos do Portugal 2030 analisam. Atenção: a NCRF 9 classifica pelo conteúdo e não pelo nome, e um «renting» de 5 anos sem valor de revenda relevante pode ter de ser contabilizado como locação financeira.
  • Na oferta, o renting de máquinas em Portugal é muito menos comum do que o de automóveis. Fazem-no sobretudo financeiras que trabalham com fabricantes e concessionários, como a BNP Paribas Leasing Solutions (que tem uma linha para construção), a DLL e a Grenke, a partir de 500 € + IVA.

Financiamento do fabricante ou do concessionário

A JLG tem um braço financeiro, a JLG Financial Solutions (do grupo Oshkosh Capital), que trabalha com uma rede de financeiras e anuncia financiamento a 100 % de máquinas JLG, com opções de leasing para o cliente final. Na Europa estes programas funcionam através de financeiras parceiras e em campanhas pontuais. O produto é sempre um dos anteriores (leasing, crédito ou renting) com outra marca: compare-o pela TAE, pelo valor residual e pelas comissões, tal como compara a proposta do seu banco. Ao pedir uma proposta à Trapézio de Prismas, pergunte se há alguma campanha de financiamento em curso.

Pagar a pronto: sem juros, mas não sai de graça

Pagar com dinheiro próprio é a opção mais barata no papel e evita avales, comissões e papelada. O custo está noutro lado:

  • Custo de oportunidade. Os 65 000 € de uma articulada nova, mais os 14 950 € de IVA durante um ou dois meses, deixam de estar disponíveis. Se esse dinheiro rendesse 3 % ao ano, ou fosse usado para comprar material para uma obra, o custo de ter a máquina paga é real: cerca de 7 300 € em 5 anos a 3 %.
  • Tesouraria. Na construção recebe-se tarde. Ficar sem folga para salários e fornecedores só porque se pagou uma máquina a pronto é o erro mais caro desta lista.
  • Linha de crédito por usar. Quem paga a pronto não «gasta» capacidade de endividamento no banco, o que pode ser útil para uma obra grande.

Exemplo: comprar uma JLG 450AJ nova de cinco maneiras

Para comparar com números, pegamos numa máquina concreta: a JLG 450AJ, uma plataforma articulada diesel com cerca de 16 m de altura de trabalho, uma das máquinas mais alugadas em obra. Usamos um preço de referência de 65 000 € + IVA (máquinas equivalentes novas vendem-se na Europa por 60 000 a 75 000 € + IVA em 2026, conforme a configuração), 15 % de entrada e 5 anos.

Pressupostos do exemplo
ItemValorDe onde vem
Preço da máquina65 000 € + IVA (14 950 €)Preço de referência; o preço real depende da configuração e da campanha
Entrada ou primeira renda15 % = 9 750 €Prática habitual de leasing (0 a 20 %)
Taxa de juroEuribor 6 meses 2,95 % + spread 2,5 % = 5,45 %Euribor de 15 de outubro de 2026; spread a meio dos exemplos dos bancos (1,875 % a 5 %)
Prazo60 mesesO prazo mais comum no leasing de equipamento
Valor residual do leasing2 % = 1 300 €O valor mais usado nos exemplos dos bancos
Comissões do leasing≈ 635 € + IVA em 5 anosAbertura 225 €, gestão 72 € por ano, fecho 50 €
Comissões do créditoAbertura 1 % = 552 €Exemplo publicado do BPI
Custos de ter a máquina≈ 3 500 € por anoSeguro ≈ 750 €, inspeção periódica ≈ 250 €, manutenção ≈ 2 500 € (cerca de 400 horas por ano)
Valor de revenda após 5 anos50 % = 32 500 €Articuladas de 16 m com 5 anos vendem-se por 45 a 60 % do preço em novo
Aluguer equivalente1 350 € por mês com IVA (1 098 € sem IVA)Tarifa publicada para uma articulada diesel de 16 m
Valores sem IVA salvo indicação. A empresa deduz o IVA (regime normal). Exemplo ilustrativo; não é uma proposta comercial nem uma simulação bancária.
Quanto sai da empresa, opção a opção (JLG 450AJ nova, 65 000 € + IVA)
Pronto pagamentoCrédito bancárioLeasingRenting (estimativa)
No primeiro dia, com IVA79 950 €≈ 25 600 € (entrada, IVA, comissão, selo)≈ 12 300 € (1.ª renda + IVA, abertura)≈ 1 400 € (1.ª renda), mais caução
Pagamento mensal—1 054 € (juros isentos de IVA)1 035 € + IVA = 1 273 €≈ 1 145 € + IVA, com manutenção e seguro
Juros em 5 anos—7 994 €8 160 €Incluídos na renda
Imposto do Selo—≈ 674 €0 €0 €
Custo do financiamento0 € (mas ≈ 7 300 € de rendimento perdido a 3 %)≈ 9 220 €≈ 8 795 €—
Ao fim de 5 anosA máquina é suaA máquina é suaPaga 1 300 € e a máquina é suaDevolve a máquina
Custo total em 5 anos, menos a revenda≈ 50 000 €≈ 59 200 €≈ 58 800 €≈ 68 600 €
Valores sem IVA salvo indicação, arredondados. Custo do financiamento = juros, comissões e Imposto do Selo. Custo total = pagamentos, seguro, inspeção e manutenção, menos a revenda por 32 500 € ao fim de 5 anos. O renting é uma estimativa (financeira a 7 %, valor residual assumido de 45 %, cerca de 265 € por mês de manutenção e seguro), porque não há tarifas publicadas para plataformas. Antes de IRC.

Para comparar, continuar a alugar a mesma máquina custa 1 098 € + IVA por mês (1 350 € com IVA), só nos meses em que trabalha, com uma caução de cerca de 4 000 €: cerca de 65 900 € em 5 anos se a usar todos os meses e cerca de 33 000 € se a usar seis meses por ano, mais o transporte de cada aluguer.

O que a tabela mostra:

  • Leasing e crédito custam quase o mesmo em juros; a diferença está no Imposto do Selo (cerca de 650 € a favor do leasing) e, sobretudo, na tesouraria: o crédito obriga a ter cerca de 13 000 € a mais no primeiro dia, porque o IVA é pago todo à cabeça.
  • O renting custa mais cerca de 10 000 € em 5 anos do que o leasing, mas não deixa máquina para vender, inclui manutenção e seguro e elimina o risco de a máquina valer menos do que o previsto. É uma escolha pela previsibilidade, não pelo preço.
  • Os impostos quase não mudam a ordenação. Em todas as opções os custos são dedutíveis: depreciação e juros no leasing e no crédito, renda no renting e no aluguer. A diferença é de calendário. Com IRC e derrama à volta de 20 %, os cerca de 58 800 € do leasing custam, depois de impostos, cerca de 47 000 €; o mesmo desconto aplica-se às outras opções.
  • A grande decisão não é como pagar, é se compensa comprar. Ter a 450AJ nova custa cerca de 11 800 € por ano, o equivalente a quase 11 meses de aluguer mensal. Se a máquina não trabalha praticamente todo o ano, alugar sai mais barato.

Comprar ou continuar a alugar: as contas para três máquinas

O ponto de equilíbrio muda muito de máquina para máquina. Fizemos a mesma conta (custo anual de ter a máquina, financiada em leasing, contra o preço de aluguer publicado) para uma tesoura elétrica nova (a JLG 1930ES), uma articulada usada e uma articulada nova.

Custo anual de ter a máquina contra o aluguer equivalente (sem IVA)
MáquinaPreço de referênciaRenda de leasing (15 % de entrada)Custo anual de terCompensa comprar a partir de
JLG 1930ES nova, tesoura elétrica de 8 m12 500 €199 € por mês, 60 meses≈ 2 470 €≈ 60 dias de aluguer por ano, ≈ 12 semanas ou ≈ 5 meses
JLG 450AJ usada, 2017, cerca de 3 000 horas30 000 €587 € por mês, 48 meses (spread 3 %)≈ 8 860 €≈ 90 dias, ≈ 21 semanas ou ≈ 8 meses
JLG 450AJ nova, articulada diesel de 16 m65 000 €1 035 € por mês, 60 meses≈ 11 760 €≈ 120 dias, ≈ 28 semanas ou ≈ 11 meses
Custo anual de ter = perda de valor (revenda a 55 % na tesoura e a 50 % nas articuladas), juros e comissões do leasing, seguro, inspeção periódica e manutenção (maior na usada: ≈ 3 500 € por ano). Aluguer sem IVA a partir das tarifas publicadas com IVA: tesoura de 8 m a 50 € por dia, 250 € por semana e 650 € por mês; articulada de 16 m a 120 €, 525 € e 1 350 €. Sem transporte. Preços de compra de referência: tesouras equivalentes novas vendem-se por 11 000 a 13 500 € + IVA; articuladas de 16 m usadas por 18 000 a 22 000 € (2012–2013) e cerca de 50 000 € (2023).

Três conclusões:

  • A tesoura pequena paga-se depressa. A partir de cerca de 60 dias de trabalho por ano, pouco mais de um dia por semana, comprar uma tesoura de 8 m fica mais barato do que alugá-la. Se juntar o transporte de cada aluguer (100 a 250 € por viagem), o ponto de equilíbrio desce ainda mais. É por isso que pintores, eletricistas e equipas de manutenção industrial compram normalmente a tesoura e alugam as máquinas grandes.
  • Uma articulada usada é o meio-termo. Por menos de metade do preço de uma nova, paga-se a partir de cerca de 90 dias de trabalho por ano em alugueres ao dia, ou de oito meses seguidos em aluguer mensal. Antes de comprar, siga o checklist para comprar uma plataforma usada.
  • Uma articulada nova só compensa a quem a usa quase sempre. Em Portugal e Espanha as tarifas de aluguer são baixas para o preço das máquinas: segundo o relatório de mercado de 2023 do IPAF, uma empresa de aluguer espanhola leva 6 anos e 8 meses a pagar uma plataforma, contra 3,4 anos em França. Para quem não é empresa de aluguer, comprar uma articulada nova justifica-se com utilização quase contínua, com trabalho em sítios onde o aluguer é difícil, ou quando ter a máquina no dia certo vale mais do que a diferença de preço.

Para os preços de aluguer por tipo e altura, veja o guia Quanto custa alugar uma plataforma elevatória.

Quanto custa o dinheiro em outubro de 2026

As taxas dos financiamentos de equipamento são quase sempre variáveis: Euribor mais um spread, revista a cada 3, 6 ou 12 meses. A Euribor subiu ao longo de 2026: a 15 de outubro estava em 2,636 % (3 meses), 2,954 % (6 meses) e 3,217 % (12 meses), contra cerca de 2,1 % em dezembro de 2025. Em agosto de 2026, a taxa média dos novos empréstimos a empresas até 1 milhão de euros foi de 4,33 %, segundo o Banco de Portugal. Cada ponto percentual a mais na taxa custa cerca de 1 500 € de juros num financiamento de 55 000 € a 5 anos.

Exemplos representativos publicados pelos bancos (2026)
Banco e produtoIndexante + spreadTAEExemplo
Caixa Geral de Depósitos, leasing de equipamentoEuribor 6 meses + 2,000 %5,200 %200 000 €, 60 meses, valor residual 2 %
Crédito Agrícola, leasing de equipamentoEuribor 12 meses + 1,875 %5,535 % (TAEG)45 000 € com IVA, 80 % financiado, 72 meses, valor residual 2 %
BPI, leasing de equipamentoEuribor 12 meses + 2,25 %6,192 %50 000 €, 5 anos, 15 % de entrada, valor residual 2 %
Millennium bcp, leasing de equipamentoEuribor 6 meses + 5,00 %8,099 %250 000 €, 60 meses, 20 % de entrada, valor residual 2 %
BPI, crédito a prazo fixoEuribor 3 meses + 2,25 %5,391 %500 000 €, 7 anos, comissão de abertura 1 %
Millennium bcp, Crédito AvançarEuribor 6 meses + 4 %8,669 %2 500 a 50 000 €, 6 a 60 meses
Exemplos representativos publicados nos sites dos bancos entre junho e outubro de 2026. O spread que lhe propõem depende do risco da empresa, do montante e das garantias; para valores pequenos, como uma tesoura de 12 000 €, as comissões fixas pesam mais na TAE.

Peça a taxa fixa como alternativa. Custa normalmente um pouco mais no início, mas protege de novas subidas durante os 5 anos do contrato.

Impostos: o que muda e o que não muda

Depreciação

O Decreto Regulamentar 25/2009 não tem uma linha específica para plataformas elevatórias. Para uma empresa de construção, a mais próxima é a do equipamento de movimentação e armazenagem de materiais do setor da construção (código 1185, 14,28 % ao ano, vida útil de 7 a 14 anos). Para empresas de outros setores e de aluguer aplica-se a tabela genérica, onde a opção habitual é «máquinas não especificadas» (código 2295, 12,5 % ao ano). Em máquinas novas é possível usar quotas degressivas, que antecipam a dedução; em máquinas usadas a taxa calcula-se pela vida útil que resta. Confirme a classificação com o seu contabilista ou, se o valor justificar, com um pedido de informação vinculativa à Autoridade Tributária.

Quem deduz o quê

  • Pronto pagamento, crédito e leasing: a empresa deprecia a máquina e deduz os juros. No leasing é o locatário, e não o banco, quem deprecia.
  • Renting e aluguer: deduz-se a renda.
  • Empresário em nome individual no regime simplificado: não deduz depreciações nem juros, porque o rendimento é calculado por coeficientes. Para ele, a forma de financiamento só muda a tesouraria e o custo total.

IVA

A venda de uma plataforma por um concessionário tem IVA normal (23 % no continente, 22 % na Madeira, 16 % nos Açores). A autoliquidação da construção civil não se aplica à venda de máquinas, nem ao aluguer simples: só a serviços de construção prestados por empresas com alvará (Ofício-Circulado 25117/2026). O IVA da compra é dedutível por quem tem atividade sujeita a IVA; a exclusão do artigo 21.º do CIVA aplica-se a automóveis de passageiros, não a máquinas. Já quem está isento pelo artigo 53.º (volume de negócios até 15 000 €) não deduz IVA: para esse comprador o IVA é custo em todas as opções, e o leasing pelo menos espalha-o pelas rendas.

Benefícios fiscais ao investimento

  • RFAI (Regime Fiscal de Apoio ao Investimento): não serve à maioria de quem compra plataformas. Só abrange as atividades da Portaria 282/2014, que não inclui a construção (CAE 41 a 43) nem o aluguer de máquinas de construção (CAE 77320). Serve, por exemplo, a uma indústria que compra uma plataforma nova para a sua fábrica: dedução de 30 % do investimento à coleta de IRC no Norte, Centro, Alentejo, Açores e Madeira, com criação e manutenção de postos de trabalho.
  • DLRR (Dedução por Lucros Retidos e Reinvestidos): foi revogada em 2023. Quem deduziu lucros de 2022 tem até ao fim do período de 2026 para os reinvestir.
  • ICE (Incentivo à Capitalização das Empresas): recompensa os aumentos de capital próprio, não a compra de equipamento. Se os sócios põem dinheiro na empresa para pagar a máquina, em vez de a financiar, esse reforço pode dar uma dedução ao lucro tributável.

Apoios e garantias públicas

  • Linha BPF InvestEU (Banco Português de Fomento): financiamento bancário para investimento de PME com garantia pública de 50 %, até 5 milhões de euros, prazos até 12 anos e até 3 anos de carência, até ao fim de 2028. A comissão de garantia é de 0,40 a 1,15 % ao ano. A construção (CAE 41 a 43) e o aluguer de máquinas (77320) são elegíveis. Pede-se no próprio banco.
  • Linha Impulsar Portugal: inclui expressamente o leasing de equipamento, com garantia de 70 % (até 25 milhões de euros) ou de 80 % na vertente Novos Negócios, para microempresas com até 4 anos e pelo menos 15 % de capitais próprios (até 1 milhão de euros).
  • Atenção: estas duas linhas excluem bens usados. Para uma plataforma usada, conte com o leasing ou o crédito normais.
  • Garantia mútua: as antigas Lisgarante, Norgarante, Garval e Agrogarante fundiram-se em dezembro de 2025 na SGM, Sociedade de Garantia Mútua. A garantia reduz o risco do banco e as garantias pessoais pedidas aos sócios; a empresa paga uma comissão e torna-se acionista da SGM. Pede-se através do banco ou de uma das agências da SGM.
  • Portugal 2030: os sistemas de incentivos financiam máquinas, mas exigem projetos de investimento (no SICE Inovação Produtiva, pelo menos 300 000 € de despesa elegível), não admitem compras feitas antes da candidatura e quase sempre ficam limitados à indústria e a atividades exportadoras. Para uma empresa de construção que quer uma plataforma, raramente é um caminho realista.
  • Quem está a criar o próprio emprego: os programas MICROINVEST (até 20 000 €) e INVEST+ (até 100 000 €), com garantia mútua e apoio do IEFP, e o Empreende XXI, para empresas novas no continente, podem financiar a primeira máquina de quem está a começar.

Máquinas usadas: o que muda no financiamento

  • O leasing de usadas existe, mas nem todos os bancos o fazem. A Caixa Geral de Depósitos financia «bens de equipamento, novos ou usados» e cobra a avaliação; a Abanca ajusta o prazo e o montante à idade e ao valor de mercado da máquina.
  • O prazo encurta. Conte com 3 a 4 anos para uma máquina com 6 a 10 anos, e com um spread um pouco mais alto.
  • O vendedor tem de faturar. O leasing exige uma fatura em nome do banco. Comprar a um particular ou a uma empresa estrangeira sem fatura portuguesa empurra-o para o crédito bancário.
  • As linhas com garantia pública não servem (InvestEU e Impulsar excluem bens em estado de uso), e o RFAI exige bens novos.
  • Inspecione antes de assinar. Num leasing, o banco paga ao vendedor e a empresa fica com a máquina e com o risco. Peça o histórico de manutenção e o último relatório de inspeção periódica.

Como escolher

  • Tem trabalho certo, é empresa com IVA e quer uma máquina nova: leasing a 4 ou 5 anos, com valor residual baixo. Peça também a linha InvestEU ao seu banco.
  • Vai comprar uma usada a um particular ou no estrangeiro, ou várias máquinas de uma vez: crédito bancário, contando com o Imposto do Selo e com o IVA à cabeça.
  • Quer um custo mensal fixo e não quer saber de revenda nem de oficina: renting, se encontrar quem o faça para plataformas; compare o custo total com o do leasing mais um contrato de manutenção.
  • Tem tesouraria parada e a máquina vai trabalhar muito: pronto pagamento, sem deixar a empresa sem folga.
  • Está a começar ou tem poucos capitais próprios: leasing com garantia mútua ou Impulsar Novos Negócios; se está a criar o próprio emprego, MICROINVEST ou INVEST+.
  • Usa a máquina menos de 60 a 120 dias por ano (conforme o tipo): continue a alugar. O diretório de empresas de aluguer de plataformas tem os contactos por distrito.

Antes de ir ao banco: documentos e perguntas

  1. Peça a proposta ou a fatura pró-forma com marca, modelo, ano, horas e número de série. No leasing, a fatura final é emitida em nome do banco, que paga diretamente ao vendedor.
  2. Junte os documentos da empresa: IES ou contas dos dois últimos anos, balancete recente, certidões de não dívida às Finanças e à Segurança Social, e a lista de créditos que já tem (o banco vê-os no Mapa de Responsabilidades do Banco de Portugal).
  3. Explique para que é a máquina: obras previstas, clientes, quantos dias por ano vai trabalhar. Um plano simples ajuda a aprovar e a negociar o spread.
  4. Peça propostas a dois ou três bancos com as mesmas condições (montante, entrada, prazo, valor residual) e compare pela TAE e pelo custo total, não pela renda.
  5. Pergunte o que não está na taxa: comissões de abertura, de gestão e de fecho; custo da opção de compra; seguro obrigatório e se pode usar a sua seguradora; custo da amortização antecipada; garantias pedidas (livrança, aval dos sócios, aval dos cônjuges).
  6. Escolha entre taxa variável e fixa e confirme a periodicidade de revisão da Euribor.
  7. Confirme com o contabilista a taxa de depreciação, o efeito no balanço e, se for o caso, a elegibilidade para RFAI ou para as linhas com garantia.
  8. Some os custos de ter a máquina: seguro, inspeção periódica anual, manutenção preventiva, transporte e formação dos operadores.

Onde a Trapézio de Prismas entra

Somos representantes JLG e Power Curbers em Portugal e vendemos plataformas JLG novas e máquinas usadas de várias marcas. Não somos uma instituição de crédito e não concedemos financiamento, mas emitimos a proposta e a fatura pró-forma que o banco ou a locadora pedem e faturamos diretamente à locadora quando a compra é feita em leasing. Depois da compra, fazemos a assistência técnica, a manutenção e as inspeções periódicas obrigatórias. Se as contas deste guia apontam para comprar, peça-nos uma proposta e diga-nos que forma de financiamento está a considerar.

Fontes e legislação

Este guia tem carácter informativo e não substitui a consulta da legislação em vigor nem aconselhamento jurídico. Em caso de dúvida, contacte a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).

Perguntas frequentes

Leasing ou crédito: o que é mais barato para comprar uma plataforma elevatória?

Em juros custam quase o mesmo, mas o leasing não paga Imposto do Selo (0,6 % do capital e 4 % dos juros no crédito) e dilui o IVA pelas rendas, em vez de o pagar todo no dia da compra. Numa máquina de 65 000 € + IVA a 5 anos, o leasing poupa cerca de 400 a 650 € e precisa de cerca de 13 000 € a menos no primeiro dia. O crédito compensa quando quer ser dono logo, comprar usada a um particular ou financiar várias máquinas.

Posso fazer leasing de uma plataforma elevatória usada?

Sim, mas não em todos os bancos. A Caixa Geral de Depósitos e a Abanca, por exemplo, financiam equipamento usado, com avaliação e com prazo ajustado à idade da máquina (normalmente 3 a 4 anos). O vendedor tem de emitir fatura em nome do banco, e as linhas com garantia pública (InvestEU, Impulsar) excluem bens usados.

Paga-se Imposto do Selo num leasing de equipamento?

Não. As rendas do leasing estão sujeitas a IVA e o Código do Imposto do Selo exclui as operações sujeitas a IVA, por isso não há selo nem sobre o capital nem sobre os juros. No crédito bancário paga-se 0,6 % do capital (prazos de 5 anos ou mais) e 4 % dos juros e das comissões.

Quanto é preciso de entrada para comprar uma plataforma em leasing?

Depende do banco e da empresa: há leasings com 0 % de entrada e financiamento a 100 %, mas o mais comum é uma primeira renda de 10 a 20 % do preço, mais o IVA dessa renda. Numa máquina de 65 000 €, 15 % de entrada são 9 750 € + IVA.

A partir de quantos dias por ano compensa comprar uma plataforma em vez de alugar?

Com os preços de 2026, uma tesoura elétrica de 8 m nova paga-se a partir de cerca de 60 dias de aluguer por ano; uma articulada diesel de 16 m usada a partir de cerca de 90 dias; uma articulada de 16 m nova a partir de cerca de 120 dias, ou de quase 11 meses em aluguer mensal. O transporte de cada aluguer baixa estes números.

Uma empresa de construção pode usar o RFAI para comprar uma plataforma?

Não. O RFAI só abrange as atividades da Portaria 282/2014, que não inclui a construção (CAE 41 a 43) nem o aluguer de máquinas de construção (CAE 77320). Serve a indústrias e outras atividades elegíveis que comprem uma plataforma nova e criem postos de trabalho. A DLRR foi revogada em 2023.

Que taxa de depreciação se aplica a uma plataforma elevatória?

Não há uma linha específica no Decreto Regulamentar 25/2009. Numa empresa de construção, a mais próxima é a do equipamento de movimentação de materiais (14,28 % ao ano); nos outros setores e no aluguer, «máquinas não especificadas» (12,5 % ao ano). Confirme com o contabilista. Em leasing, quem deprecia é a empresa locatária.

Posso vender a plataforma antes de acabar o leasing?

Não sem o acordo do banco, que é o dono até exercer a opção de compra. As alternativas são liquidar o leasing antecipadamente (com a comissão prevista no contrato, por exemplo 3 % na Caixa Geral de Depósitos) e vender depois, ou ceder a posição contratual a outra empresa, que o banco só pode recusar se o novo locatário não der garantias suficientes.

Comprar uma plataforma JLG, com quem a representa em Portugal

Diga-nos o trabalho, a altura e o terreno: propomos o modelo JLG certo, novo ou usado, com assistência e peças depois da compra.